segunda-feira, 30 de maio de 2016

Uma floresta de palmeiras


"Logo depois de deixar o acampamento, a trilha entrava em uma floresta de palmeiras, tão diferente das florestas das latitudes mais ao sul como aquelas o são de um bosque europeu. Confesso que, a essas alturas, eu já experimentara um tal excesso das belezas da flora brasileira que me sentia pouco disposto a apreciar os encantos destas formas essencialmente tropicais de vegetação, todavia, é preciso que o viajante seja deveras insensível para não perceber a incrível delicadeza de tais plantas, pois lá parecia se reunir tudo o que havia de mais gracioso no mundo vegetal: havia palmeirinhas nanicas como o ubuçu, que crescia em forma de um feixe de imensas plumas de avestruz, palmeiras altas, com folhas macias e emplumadas como o jupati, ou o tronco espinhento e os cachos de frutas púrpura da marajá, palmeiras com folículos pendentes como a inajá, palmeiras com caules lisos, palmeiras com caules espinhosos, samambaias de muitas outras variedades, e dispersas aqui e ali árvores grandes de espécies diversas, a imensa gameleira arqueada, a inchada barriguda, o tronco alto, reto e amarelo do moleque, e as pequenas mimosas de folhagens emplumada verde-clara. [...]". James W. Wells [1841-?]. Explorando e viajando três mil milhas através do Brasil: do Rio de Janeiro ao Maranhão. 1995, v. 2, p. 200.
 
 
 
Jupati. Raphia taedigera (Mart.) [as Sagus taedigera Mart.]
C. F. P. von Martius. Historia Naturalis Palmarum, v. 2, t. 45, 1839.


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