quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A barulhenta vida animal


"As matas por aqui são repletas de barulhenta vida animal especialmente aves que aclamaram com assobios, gritos, chilreios e estridências a vinda de uma brisa fresca à tarde: havia bandos de barulhentos "pássaros pretos", lembrando demais, tanto em trinados como em forma e cor, nossos melros ingleses, canindés esganiçados (grandes araras purpúreas), bandos de periquitos, graciosas garças brancas; ouviam-se também os gritos altos das seriemas os gritos agudos e repetidos da araponga, como se batesse em uma barra de ferro, o grunhido de pecaris e os mergulhos ruidosos das capivaras. Não se deve imaginar que todos estes sons emanavam de uma localidade dada como uma menagerie ou jardim zoológico; este é um engano em que incorre frequentemente ao descrever cenas tropicais, pois o viajante não tem como mencionar as diferentes aves, animais, ou gritos estranhos quando os encontrar ou ouvir em momentos diferentes durante a jornada de um dia. [...]". James W. Wells (1841-?). Explorando e viajando três mil milhas através do Brasil: do Rio de Janeiro ao Maranhão. 1995, v. 2, p. 168. 
 
 
Periquitos (Detalhe).
Álbum de aves amazônicas de Emílio A. Goeldi.
 Ilustração de Ernst Lohse (1873-1930)


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