quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Viajantes: Palmeiras.


"E mal se penetra o arquipélago, seja pelo norte de Marajó, conhecido por Ilhas de Fora, seja pelo sul, conhecido por Ilhas de Dentro, as palmeiras, numa orgia floral, reproduzem-se em mil formas, em mil tamanhos, em mil nuanças. De surpreendentes e altas cabeleiras, ora desgrenhadas como espanadores, ora ameaçadoras como cabeças de Medusa, ora harmoniosas como repuxos de verdura, elas minguam, reduzem-se aos tipos arbustivos, tufos rasteiros de palmas e plumas sob os quais zunem os grilos e chiam as cigarras". Raimundo Morais. Paiz das pedras verdes. 1930, p. 99.
 
 
 
 
Oenocarpus batua 
J. Barbosa Rodrigues (1842-1909). Sertum palmarum brasiliensium :ou Relation des palmiers nouveax du Brésil, découverts, décrits et dessinés d'après nature, 1903. 

 
 
 


Um comentário:

  1. O R Morais descreve as palmeiras como verdadeiras "mulheres". Muito boa analogia!

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