terça-feira, 15 de outubro de 2013

Viajantes: Fabricação de canoas.



"[...]. O dia seguinte os homens foram à mata a procura de árvores para a fabricação de canoas de casca. Usam para este fim da casca de uma leguminosa alta, que separam do tronco numa única peça e com o máximo cuidado para não quebrá-la no processo de descascar. A casca depois é estendida no chão e queimada durante alguns minutos em dois lugares perto das extremidades com achas de lenha em brasa. Nas linhas queimadas dobra-se a casca e depois ligam-se as extremidades com cipós, ficando assim uma espécie de caixa chata, retangular, segura nos lados por varas amarradas com cipós e no fundo por travessas. Pode-se imaginar que o movimento de tais embarcações maciças não é rápido, mas ao menos o perigo de soçobrar é mínimo para elas. Outra vantagem é que a sua fabricação custa pouco tempo. As nossas estavam prontas já na tarde do segundo dia e às 4 horas do dia 7 de setembro pudemos continuar a viagem. [...]". Emília Snethlage (1868-1929). A travessia entre o Xingu e o Tapajós. Boletim do Museu Goeldi (Museu Paraense) de Historia Natural e Ethnographia, . v. 7, p. 81, 1912.
 
 
A construção da ubá.
J. Creveaux.Voyages dans L´Amérique du Sud. 1883.
Desenho de E. Riou .


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