sábado, 6 de julho de 2013

Mutum

"Pouco antes do pôr-do-sol, chegamos a uma margem um pouco mais elevada, com algumas árvores altas e muitas palmeiras tucum espinhosas, onde montamos acampamento. Havia poucos mosquitos, um acontecimento tão agradável que merece comentário. Foi uma noite fresca, enluarada, mais cheia de ruídos do que nunca. Não sei se consigo me lembrar de todos: eram gritos, berros, rugidos, estrondos, gemidos, coaxos, assobios, sibilos, cantos e zunidos enchendo o ar. Eu os ouvia meio dormindo meio acordado. Mas o mais primoroso era o som abafado e grave dos mutuns que, do alto, soltam melancólicos e repetidos mu-tum-tum, como se soprassem uma corneta...". (G. Langsdorff (1774-1852). Os diários de Langsdorff. 1997, p. 215).
Mutum e Urumutum
 Ilustração de Ernst Lohse (1873-1930) em Álbum de aves amazônicas. Suplemento ilustrativo à obra "Aves do Brasil" pelo Dr. Emílio A. Goeldi. 1900-1906.

Um comentário:

  1. Para saber mais sobre o mutum leia AMAZÔNIA EXÓTICA: curiosidades da floresta.

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