quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Imperial Arsenal de Marinha em Belém do Grão-Pará


"A nordeste uma ponta das florestas do continente projeta-se, logo abaixo da embocadura do Guamá, no Rio Pará, sobre a qual se estende a cidade de Nossa Senhora de Belém, [...]. Do ancoradouro vê-se no ângulo agudo na direção do Guamá, erguer-se das águas uma alcantilada colina coroada por um grupo composto de altos edifícios que as altas torres da catedral sobrepujam. Daí por diante a cidade bastante vistosa estende-se por mais um quarto de milha pela margem plana de rio acima, até extremar-se novamente num ângulo obtuso com as florestas da terra firme.
Um pouco acima da cidade fica o Imperial Arsenal de Marinha, onde vimos uma fragata, cujo cavername, embora estivesse no estaleiro havia já dezessete anos, ainda não estava revestido. Deste estabelecimento - infelizmente muito pouco importante, não obstante estar melhor colocado do que em nenhum outro ponto da terra, pois que nem um milênio se acabará aqui a madeira de construção - segue uma magnífica aleia de umbrosas mangueiras, entre dois canais por trás da cidade, através de campos atravessados por numerosos fossos alimentados pelas águas do preamar. Na outra extremidade desta belíssima avenida fica uma pequena praça livre com uma igreja, ao lado da qual vi erguerem-se no ar as primeiras palmeiras-leque (Miriti Mauritia flexuosa). [...]". Príncipe Adalberto da Prússia (1811-1873). Brasil: Amazônia-Xingu. 2002, p 214-215.
 
 
Estrada do Arsenal de Marinha.
 Pintura de Joseph Leon Righini (1820-1884)


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