quarta-feira, 14 de setembro de 2016

As marrequinhas em revoada


"[...]. O guincho da gaivota... é  sempre decorrente dum susto. Quando alguém se lhe acerca da ninhada posta nas praias, cuja eclosão sob a luz do sol vigia, o grito materno ecoa no ar, agredindo mesmo o desavisado que lhe toque na postura. As marrequinhas  (Dendrocygna discolor) também, debaixo das noites escuras e principalmente chuvosas, advertem o navegante, numa revoada coletiva que elas deslizam na corrente sobre um tronco de pau. O grito da marreca pela proa do  navio indica, pois, uma árvore flutuante. Isto determina o sustamento da marcha dos vapores na rede hidrográfica da bacia amazônica". Raimundo Morais (1872-1941). O homem do Pacoval. s.d., p. 247.
 
 
Marrecas.
Augusto Ruschi. Aves do Brasil. v. 2, 1986.
Ilustrações de Etienne e Yvone Demonte


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