quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Viajantes: Os Colibris!


"Em janeiro as laranjeiras se cobriram de flores - pelo menos mais profusamente do que o habitual, pois elas florescem o ano inteiro na região -  e isso atraiu numerosos colibris. Todos os dias, nas horas mais frescas da manhã, e à tarde, entre quatro e seis horas, eles podiam ser vistos zumbindo em bandos à volta das árvores. Seus movimentos são diferentes dos de todos os outros pássaros. Eles cortam os ares, para lá e para cá, com tanta rapidez que nossos olhos mal podem segui-los, e quando se postam diante de uma flor é apenas por um instante. Pairam diante dela, o corpo oscilando no ar, as asas agitando-se com uma rapidez inimaginável, e logo partem velozmente para outro ponto da árvore. Não agem de maneira metódica, como as abelhas, indo de flor em flor ordenadamente; pelo contrário, saltam de um ponto a outro da árvore de uma maneira inteiramente imprevisível. Às vezes dois machos se enfrentam, e na luta vão subindo no ar, como fazem alguns insetos em situações semelhantes; logo porém, se separam e voltam céleres à sua ocupação. De vez em quando descansam um pouco nos ramos mais finos, de onde às vezes podem ser vistos mergulhando o bico nas flores ao seu alcance. As brilhantes cores de suas plumagens não se tornam visíveis durante o voo, nem se podem distinguir as diferentes espécies, a menos que sejam matizadas de branco, como a Heliothrix auritus, cuja plumagem é inteiramente branca na parte interna, embora exiba um verde cintilante do lado de fora, ou a Florisuga mellivora, que tem a cauda branca. [...]". Henry Walter Bates (1825-1892). Um naturalista no rio Amazonas. 1979, p. 80-81.
 
 
 
Beija-flores.
 John Gould. A Monograph of the Trocilidae or Humming Birds. 1855-1861.


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