segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Viajantes: Taperebá.


"[...]. Me parece provável que o taperebá, bem que indígena na foz do Amazonas, primitivamente não era uma árvore muito comum, restrita a certas áreas, mas que os seus frutos, procurados desde tempos remotos pelos índios que os empregavam para fazer uma bebida refrigerante, foram largamente disseminados ao redor dos pontos habitados, onde esta árvore, antes de tudo amiga da luz, achava condições favoráveis para o crescimento. Como tantas outras árvores frutíferas, o taperebá apenas merece entre nós o nome de árvore cultivada ou domesticada. Uma vez presente no perímetro de uma povoação ela se torna logo subespontânea, e dificilmente se extermina tendo a vida muito dura e podendo grelar não só de troncos caídos no chão, mas também das raízes mestras deixadas na terra depois de derrubada a árvore". Jacques Huber (1867-1914). Notas sobre a pátria e distribuição geographica das árvores frutíferas do Pará. Boletim do Museu Goeldi (Museu Paraense) de Historia Natural e Ethnographia, t. 4, n. 1-4, 1906, p. 386-387.
 
 
 
J. Barbosa Rodrigues explica em Frutos e Sementes: cadernos de anotações porque o jabuti não fica  embaixo de um taperebazeiro. Bem interessante, leiam! 
 
 


Um comentário:

  1. Essa linda aquarela é do Caderno de Anotações Frutos e Sementes que publicaste. Não é?

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