terça-feira, 7 de julho de 2015

A flor do maracujá


"Deixando a cidade, seguimos por uma estrada suburbana direita, construída acima do nível das terras circunvizinhas. O terreno apresentava-se alagadiço de um e outro lado, mas estava edificado, vendo-se várias rocinhas espaçosas, mergulhadas na magnífica vegetação. Passada a última casa, chegamos a um ponto onde a majestosa floresta se erguia, como dupla muralha, a cinco ou seis jardas do caminho, até uma altura provável de 100 pés. Só de vez em quando víamos parte dos troncos das árvores, estando a mata quase toda fechada, do chão ao topo, coberta por um reposteiro de trepadeiras, variegado de todos os tons mais brilhantes do verde. Era raro ver-se uma flor, exceto as do maracujá, que surgiam aqui e ali; como solitárias estrelas escarlates recamando o manto verde." Henry Walter Bates (1825-1892). O naturalista no rio Amazonas. 1944, v. 1, p. 75.
 
 
 
Flores e frutos de maracujá. Flor da paixão.
Marianne North (1830-1890).
www.kew.org


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