segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O esplendor do cenário tropical


As descrições gloriosas de Humboldt são e serão sempre sem paralelo; mas mesmo ele, com seus céus azul-marinho e a rara união de poesia com ciência que exibe com tanta força ao escrever sobre o cenário tropical, com tudo isso, não chega perto da verdade. O deleite que se sente nessas horas confunde a cabeça; se tenta acompanhar os voos de uma chamativa borboleta, a vista é detida por alguma árvore ou fruta estranhas; se está observando um inseto, a pessoa esquece dele na flor estranha por onde anda; se se volta para admirar o esplendor do cenário, a característica individual do primeiro plano prende a atenção. A cabeça, é caos e deleite dos quais surgirá um mundo de um prazer futuro mais calmo. No momento só estou preparado para ler Humboldt; ele como outro sol, ilumina tudo que vejo.

Charles Darwin (1809-1882)
 
 
 
Annona muricata.
 Maria Sybilla Merian (1647-1717).


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