terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Uma orquídea nos galhos de grande árvore


"A tarde estava sombria, com toda a aparência de chuva; mas, quando surgiu a lua, clareou e tornou-se bela a noite. Rede e poncho estavam ainda demasiadamente úmidos para neles dormir; por isso me deitei no alto de duas malas, com os arreios por travesseiro, ao pé de grande fogo que havíamos feito antes.
Na manhã seguinte, oito de setembro, continuamos o caminho, parando às onze horas sob umas árvores à beira do rio. A rota era agora em uma região mais rica que as que eu vira até então na província, coberta de matas na maior parte cheias de folhagem.
Perto das casas, que apareciam mais numerosas que  até aqui, vicejavam grandes plantações de algodão, fumo, cana de açúcar e mandioca. 
Nos galhos de grande árvore junto da estrada apanhei a primeira orquídea que havia visto na jornada, uma espécie de Oncidium, comprida e de folhas redondas.
A árvore em que crescia era o umari [...], mas a orquídea só crescia no lado inferior do galho, com as longas folhas pendentes como outros tantos látegos, entremeados de grandes panículas de flores amarelas. [...]". George Gardner (1812-1849). Viagem ao interior do Brasil. 1975. p. 91.


Orquídea Oncidium limminghei
Lindenia. iconography of orchids v. 1, 1885

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