segunda-feira, 28 de julho de 2014

Amazônia Exótica: curiosidades da floresta - Arara


ARARA - s.f. Nome comum empregado para diversas espécies da família dos psitacídeos como a Arara-vermelha (Ara macao), a Aarara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus), Arara-canindé (Ara ararauna).
 
ETIMOLOGIA: Segundo Rodolfo Garcia, o nome é uma alusão ao canto dessa ave, podendo ser também derivação da palavra guira 'pássaro' + ara´ra 'grande' "pássaro grande". 
 
CURIOSIDADES/FOLCLORE: Na obra de Eurico Santos, o botânico F. C. Hoehne diz: "As belas araras e os policrômicos papagaios jamais teriam logrado alegrar as nossas plagas, se lhes faltassem as palmeiras.
É nos imensos buritizais que elas se alimentam e criam em bandos, aproveitando os troncos velhos para os ninhos, e a polpa para fornir o papo. [...].
Mas não só a grei das palmáceas produz frutos apreciados por essas aves, e nas regiões do norte, na Amazônia, o país das araras - araratuba - são numerosas as árvores que lhes proporcionam saborosos alimentos, entre elas o japacanim (Parkia oppositifolia), também chamada arara-tucupi, o jataí (Hymenaea courbaril), o muirajuçara e tantas outras, muitas das quais chamadas "comida de arara". [...].
A propósito de ninhos, sabe-se que em geral o fazem cavado no alto das palmeiras. Quando a ave se aninha, fica-lhe a longa e vistosa cauda para fora do ninho. [...]. Parece que, na realidade, algumas espécies cavam buracos no interior dos troncos de determinadas árvores e aí se aninham."
 
LITERATURA: Emílio A. Goeldi relata: "As araras mansas, que os primeiros descobridores do Novo Mundo viram nas mãos dos indígenas, em bandos, à maneira de pombos, tinham por certo modo se tornado animais domésticos, movendo-se livres por suas aldeias, e causaram não pequena impressão nos invasores, como sabemos por testemunhos coevos.
Entre os Tupinambás daqui era costume que o matador, que devia executar o prisioneiro de guerra com a maça, viesse todo coberto de penas de araras pregadas com icica ou resina de almécega; na cabeça trazia uma coroa de penas da cauda da mesma ave, chamada acancatara".
 
LENDA/HISTÓRIA:  A Arara e o Pica-pau
 
A Arara estava com frio e cansada e não tinha onde se abrigar e sem saber o que fazer, encontrou, por acaso, seu primo, o Pica-pau, num tronco de árvore, furando a madeira para tirar larvas de insetos, um dos alimentos preferidos dele.
Os dois conversaram e ela lhe contou o que estava acontecendo. Então, no dia seguinte, o Pica-pau, muito gentil, construiu pra ela uma morada onde ela poderia fazer seu ninho.
Feliz na nova casa a Arara disse ao primo:
-Estou muito contente e estou aqui graças a você, primo. Eu sei que você trabalhou muito para construir essa casa para mim. Então, como retribuição, eu lhe ofereço o meu topete vermelho.
O Pica-pau ficou contente e até hoje usa o ornamento que sua prima Arara lhe deu de lembrança. (FUNAI. 100kixit (Estórias) Tukano. 1983.).
 
 
 
 
 
Araras
Ilustração de Ernst Lohse.
Álbum de Aves Amazônicas de Emílio Goeldi. 1906.
 
 
 
 
 
 
 
Para saber mais
 







Você encontra nos seguintes locais:
 
Belém (PA)
 
Livraria Ernst Lohse  - Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi - Av. Magalhães Barata, 376.
 
Livraria da Fox -  Fox Vídeo - Travessa Dr. Moraes, 584.
 
Ná Figueiredo - Estação das Docas  - Boulevard Castilho França.
 
 
São Paulo (SP)
 
 
Livraria Cultura - www.livrariacultura.com.br
 
 
Curitiba (PR)
 
 
Livraria Alexandria - Travessa Nestor de Castro, 223 Loja 2 - Centro. Tel: (41)3027-4741.
 

 


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