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Uma nova pesquisa começa: Plantas úteis na Amazônia

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     Começo uma nova etapa de pesquisa para uma futura publicação: Plantas úteis na Amazônia: conhecimentos, usos, histórias e lendas das principais espécies medicinais, aromáticas, alimentícias e madeireiras.    Será um trabalho de caráter histórico e bibliográfico , dedicado a algumas das principais plantas úteis da Amazônia, procurando reunir não apenas seus usos e conhecimentos tradicionais, mas também as histórias, curiosidades e lendas que fazem parte da relação entre povos e floresta.     A pesquisa percorrerá livros, relatos de viagens, obras de botânica e outras fontes bibliográficas, recuperando registros deixados por viajantes e naturalistas que percorreram a Amazônia , além de citações e estudos de antropólogos, folcloristas e outros estudiosos da região . Esses diferentes olhares ajudarão a mostrar como as plantas foram observadas, descritas, utilizadas e incorporadas à vida e a cultura amazônica ao longo do tempo.     As fontes ...

Uma floresta luxuosa

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J . Barbosa Rodrigues em Exploração e estudo do Valle do Amazonas : Rio Tapajoz. 1875. p. 78-79 comenta sobre a vegetação da floresta:      Como  que para compensar a mesquinhez e raridade de bonitas árvores no campo, a floresta apresenta-se luxuosa com seus imensos madeiros todos com mais ou menos emprego nas artes e ofícios.      O Oenocarpus distichis e a Maximiliana regia, aí não só abundam, como tomam um desenvolvimento extraordinário.     Em alguns lugares úmidos, cresce o Marajá (Bactris) que se estende por alguns espaços. Goza-se aí na floresta uma frescura agradável, enquanto que no campo, apesar de alguma viração o calor é insuportável. Aí anima a floresta um pequeno pássaro esverdeado do gênero Tanagra que com seu canto assoviado e repetido por centenares de companheiros, ocultos pelas folhas no alto das árvores, forma uma harmonia que dá vida ao sombrio lugar.   Tendo aí colhido algumas flores do Oenocarpus, passei o dia 8 de...

O Blog completa 13 anos!

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           O blog dedica-se, desde 2013, à divulgação de pesquisas sobre a fauna e a flora da Amazônia, reunindo descrições científicas acessíveis, curiosidades, lendas e relatos históricos de escritores,  viajantes e naturalistas que percorreram a região ao longo dos séculos.      É um espaço dedicado à divulgação da biodiversidade amazônica e à valorização das fontes históricas que documentaram a região ao longo do tempo.               Acompanhe, leia e partilhe essa história! Obrigada! Floresta tropical br.pinterest.com            

Literatura: O Pavãozinho-do-Pará e seu talismã

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     Não  possui a suntuosidade do pavão, nem o aparato teatral dos argos, mas é mimoso e delicado, move-se em serpenteios e ondulações, lançando para frente, docemente, a cabeça.                Tem um jeito particular de caçar moscas e daí lhe vem o cognome de papa-moscas. Neste mister mostra-se insuperável. Quando a mosca se aproxima, fita-a  de forma estranha, tomando a sua fisionomia, neste instante, o aspecto terrífico da de um ofídio, o que a cabeça achatada, ainda mais acentua.       Como a serpente parece lançar eflúvios hipnóticos, chispas de fogo, pelas suas pupilas incendidas, e de uma bocada, o que não falha, apanha o apetecido inseto.      Como é de índole pacífica, rápido se domestica, tornando-se  uma ave, que além de lindo aspecto decorativo, se mostra utilíssima, não somente para caçar moscas, mas toda espécie de insetos. [...].       O pavãozinho goza alto...

Viajantes: A utilidade das palmeiras na Amazônia

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    [...].  Estas palmeiras têm aplicações variadas para os misteres da vida: da casca do miritizeiro e do açaizeiro fazem-se tábuas para soalho de casas e pontes; dos pendões dessas palmeiras tiram-se talas para fabricação de cestos, gaiolas, esteiras, tipitis, etc.; com as folhas de ubuçuzeiros e do ubinzeiro cobrem-se as choupanas e até grandes casas; o âmago do pendão do jupatizeiro presta-se para fazerem paredes divisórias nas habitações. Grande parte dessas palmeiras são apreciadas na alimentação; o suco do açaí, tirado da película que cobre as sementes, e que é amolecido por meio de água tépida, transforma-se, depois de peneirado, em vinho de cor vermelho escuro de um sabor agradabilíssimo e muito apreciado pela quase totalidade dos habitantes; da bacaba e do patauá extrai-se também um vinho muito agradável de cor branca, ou avermelhada, os vinhos do carauá, do miriti, do tucumã e de algumas outras palmeiras também são muito apreciados, diferindo entre si pela cor ...

Literatura: A borboleta azul na selva amazônica

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     Nos varadouros e nas velhas estradas dos seringais da Amazônia - isto é, em plena selva equatorial - é frequente aparecer-nos, num voo irregular, surgindo não se sabe de onde, a Borboleta Azul, pertencente ao gênero Morpho , segundo Rodolpho von Ihering: "algumas são de cor azul intensa, com reflexo de seda e bordas pretas, outras são de um branco anilado, com pontos pretos sub marginados".      Com o seu voo incoerente e a sua beleza, a Borboleta Azul teria de incorporar-se à ação mítica de outros seres da selva amazônica.  FONTE: PEREIRA, M. Nunes. Moronguêtá : um decameron indígena. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980. v. 2. p. 521). Ilustração de Edward Donovan (1768-1837)  

Literatura: A beleza dos Tucanos e Araçaris

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         Se  quiséssemos buscar entre as aves do Brasil, uma que bem caracterizasse as singularidades das formas e a beleza de colorido de representante da avifauna neotropical, a escolha necessariamente recairia nos tucanos e araçaris. Só eles, de fato, ostentam aquelas formas aberrantes dos clássicos modelos da natureza, só eles se vestem com púrpuras realengas, com o amarelo alaranjado dos frutos tropicais, com o azul dos mares brasileiros, com o verde da nossa bandeira.  FONTE: S ANTOS, Eurico. Da ema ao beija-flor : vida e costumes das aves do Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: F. Briguiet, 1952. p. 296. (Zoologia Brasílica, 4). Tucanos e Araçaris J. Th. Descourtilz. Ornithologie brésilienne, ou, Histoire des oiseaux du Brésil - remarquables par leur plumage, leur chant ou leurs habitudes . [1854-1856].  www.biodiversitylibrary.org